quando ainda havia sol.

Deixe-me tocar pra você aquela música que toquei num destes invernos e que falava de amor.
Deixe-me te levar para o tempo, em que eu te tocava silêncios e calava teus beijos todo pôr-do-sol.
O tempo em que aquilo tudo que não foi te dito, não seja esquecido num desvio de olhar.


Deixe-me te pôr em meus braços, embalar os teus sonhos e estar sempre por perto quando você acordar.
Deixe-me guardar o teu cheiro e o teu sorriso numa caixinha de vidro pra não se esgotar.
Volte sempre que eu gritar o teu nome rouco e bêbado do sétimo andar
Deixe-me sozinho bebendo absurdos e morrendo aos poucos pra não te matar
Deixe-me te provar que o que é belo é céu se escondendo em nuvens de algodão doce
e que aquilo que é doce são seus olhos se abrindo e você tímida sorrindo do alto do altar
Deixe-me esquecer que já te conheço e compor segredos pra te conquistar
Deixe-me, mas deixe-me sem medo de que não vá voltar, de que o fim não acabe, de que daqui adiante seja apenas dor.
Mas antes, deixe-me tocar pra você aquela música que toquei quando ainda havia sol, quando ainda havia calor, quando ainda havia amor.

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